segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Even the birds are limited to the sky.

O pânico percorreu-me o corpo todo, o meu coração estava acelerado como se não houve-se nenhum lugar por onde eu pudesse fugir e me sentisse presa dentro de mim, eu estava encurralada dentro de mim própria, que claustrofobia imensa. O ar começa a faltar e as minhas veias a vacilar, eu não me podia livrar do meu corpo, como se eu quisesse estar fora do meu corpo e ele me limitasse. Não há dor, nunca houve... Mas sim claustrofobia, memórias e rancor, mesmo rancor sendo dor.
Deixei de ter controlo sobre as emoções e mesmo que quisesse ter não iria conseguir, não estou triste mas as lágrimas caiem-me e porque é que não consigo controlar isso? Nem consigo controlar os meus batimentos cardíacos, nem os meus pensamentos sobre ti, pobre de ti. Como se eu quisesse fugir disto tudo, dos pensamentos sobre ti, dos pensamentos sobre mim, no fim sobre todos os pensamentos e mais... Queria fugir ao meu ser interior, ao meu ser exterior e ao meu corpo, aos batimentos cardíacos e lágrimas que não controlo.
Existem coisas maravilhosas lá fora para eu me limitar a existir dentro de um corpo, eu podia ser vento que corpo não tem e poder controlar as ondas do mar e o destino das folhas que caiem. Se eu pudesse ser isso, se eu ao menos pudesse ser isso... Mas não, sou apenas esperança porque essa em mim parece que nunca acaba mesmo estando no fim da linha.

domingo, 19 de dezembro de 2010

É Dezembro e é tão bom como se fosse Julho.

"But I know the pain. You think that you can handle it but one day you can't."

Isto és tu perto de mim.
És tu minha morte e meu reflexo,
És tu minha paixão interna que me leva ao fim
Dos meus dias com um êxtase sem saber de mim.
Eu queria-te segurar para sempre minha interna morte, minha interna dor.
Me, myself and I.
*
O frio não me entranha a pele como do costume, a dor não passa de uma coisa singular e os risos coisas banais. É Dezembro e é tão bom como se fosse Julho. Não existe chuva no meu universo, apenas chuva na minha fantasia, pobre fantasia minha que se enche de tristeza por tristeza não enxergar.
Anything and anyone can't break it, anything and anyone can't have it.

I miss myself more than never.
I miss the pain.

E é como se divagasses constantemente sobre tu própria, não aceitas as mudanças e tentas procurar o que tinhas, tens medo do que tinhas mas a nostalgia não te larga, mesmo como se não a sentisses e a quisesses.
Dava tudo para te voltar a ter perto de mim, por enquanto esperarei na minha fantasia que é onde melhor me escondo, onde melhor te vejo.


"It's like asking, "Who are you?" over and over and over. The answer is never quite right."
My immortal soul  are you still alive inside of me?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

If I tell anyone who you are, they will run and they'll keep running.

As cores tornam-se baças, sem brilho, ofuscas, tornam-se perto e longe como um avião a aterrar visto pela janela do nosso quarto e como a lua sobre nós, tão perto e tão longe, dia após dia esses vão perdendo o brilho ... Tal como tu aos meus olhos.


- E é como se fosses um espelho meu, vazio, perplexo.
Sinto que ficou muito por dizer.



domingo, 5 de dezembro de 2010

I am not young enough to know everything. - Oscar Wilde

"Há uma fatalidade em toda a excelência física e intelectual, o tipo de fatalidade que tem perseguido ao longo da História os passos trôpegos dos reis. É melhor não sermos diferentes dos que nos rodeiam. Os feios e estúpidos são os que mais aproveitam do mundo. Podem sentar-se a olhar e bocejar à vontade. Se não têm qualquer noção do que seja a vitória, é-lhes pelo menos poupado o conhecimento da derrota. Vivem como todos nós devíamos viver, imperturbados, indiferentes e sem inquietações. Nunca causam a desgraça dos outros, nem sequer a recebem das mãos de outrem. (...) Havemos todos de sofrer por aquilo que nos concederam os deuses, de sofrer terrivelmente."

Dizem eles que eu me desperdiço, eu simplesmente não me ofereço ao dispor da sociedade.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

E tudo não passa de memorias... Vento.

click -> 

Tudo começou com duas jovens...

Uma delas fugia do tempo...

A outra fugia do vento....

Uma viva de memórias...

A outra não se sabe ao certo...

Desilusões...

Uma vida...





Para nada? 

As coisas deixaram de fazer sentido à muito tempo, tu já nem te lembras de mim e as covinhas das tuas bochechas tornaram-se rugas, tornaram-se tédio e morte. A minha saliva está gasta, as palavras secas. Passaram meses, anos até desde a tua ausência, pobre ausência tua e tanta lamentação minha.
Como é que alguém pode viver até morrer? Viver até morrer. Ser vivida pela vida ou viver a vida?
Pousas o teu braço no meu e apenas nós sabemos o que nos traz aqui, apenas nós sabemos qual é o destino da vida. E se contássemos? E se contássemos éramos mais infinitos do que já somos?
Adorava não viver aqui, não viver até. Se não estivesses aqui onde preferias estar? Preferia não estar, preferia não existir, não sentir, não ter que respirar a cada segundo e não estar preocupada se tenho ar ou não.
Eu queria correr, eu queria fazer da minha vida minha, passear entre vales verdes e campos deslumbrantes que outrora existiram. Eu não queria nada disto para mim, grandes carros, grandes cidades... Escolheram por mim. A humanidade escolheu por mim e se não foi a humanidade, foi quem?
Então dou por mim num mar de chapem, dólares e pessoas bonitas que me tratam como rainha, eu paro e penso se é realmente isto que eu quero, por muitas saudades que eu tenha, não nasci para as luzes da ribalta, a fama subiu-me à cabeças e as dividas à terra. Eu gostava de saber se alguma vez na vida isso realmente me completou sem eu dar por isso.
Espero morrer feliz e saber que a morte foi a melhor escolha porque quando eu escolhi morrer não estava consciente que a vida seria tão dificilmente fácil, se eu tivesse morrido de todas vezes eu agora não estaria aqui a viver de memórias, não tinha descoberto nada. E eu não mudava nada e eu não dava tudo por nada.