quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

E tudo não passa de memorias... Vento.

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Tudo começou com duas jovens...

Uma delas fugia do tempo...

A outra fugia do vento....

Uma viva de memórias...

A outra não se sabe ao certo...

Desilusões...

Uma vida...





Para nada? 

As coisas deixaram de fazer sentido à muito tempo, tu já nem te lembras de mim e as covinhas das tuas bochechas tornaram-se rugas, tornaram-se tédio e morte. A minha saliva está gasta, as palavras secas. Passaram meses, anos até desde a tua ausência, pobre ausência tua e tanta lamentação minha.
Como é que alguém pode viver até morrer? Viver até morrer. Ser vivida pela vida ou viver a vida?
Pousas o teu braço no meu e apenas nós sabemos o que nos traz aqui, apenas nós sabemos qual é o destino da vida. E se contássemos? E se contássemos éramos mais infinitos do que já somos?
Adorava não viver aqui, não viver até. Se não estivesses aqui onde preferias estar? Preferia não estar, preferia não existir, não sentir, não ter que respirar a cada segundo e não estar preocupada se tenho ar ou não.
Eu queria correr, eu queria fazer da minha vida minha, passear entre vales verdes e campos deslumbrantes que outrora existiram. Eu não queria nada disto para mim, grandes carros, grandes cidades... Escolheram por mim. A humanidade escolheu por mim e se não foi a humanidade, foi quem?
Então dou por mim num mar de chapem, dólares e pessoas bonitas que me tratam como rainha, eu paro e penso se é realmente isto que eu quero, por muitas saudades que eu tenha, não nasci para as luzes da ribalta, a fama subiu-me à cabeças e as dividas à terra. Eu gostava de saber se alguma vez na vida isso realmente me completou sem eu dar por isso.
Espero morrer feliz e saber que a morte foi a melhor escolha porque quando eu escolhi morrer não estava consciente que a vida seria tão dificilmente fácil, se eu tivesse morrido de todas vezes eu agora não estaria aqui a viver de memórias, não tinha descoberto nada. E eu não mudava nada e eu não dava tudo por nada.


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