segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Even the birds are limited to the sky.

O pânico percorreu-me o corpo todo, o meu coração estava acelerado como se não houve-se nenhum lugar por onde eu pudesse fugir e me sentisse presa dentro de mim, eu estava encurralada dentro de mim própria, que claustrofobia imensa. O ar começa a faltar e as minhas veias a vacilar, eu não me podia livrar do meu corpo, como se eu quisesse estar fora do meu corpo e ele me limitasse. Não há dor, nunca houve... Mas sim claustrofobia, memórias e rancor, mesmo rancor sendo dor.
Deixei de ter controlo sobre as emoções e mesmo que quisesse ter não iria conseguir, não estou triste mas as lágrimas caiem-me e porque é que não consigo controlar isso? Nem consigo controlar os meus batimentos cardíacos, nem os meus pensamentos sobre ti, pobre de ti. Como se eu quisesse fugir disto tudo, dos pensamentos sobre ti, dos pensamentos sobre mim, no fim sobre todos os pensamentos e mais... Queria fugir ao meu ser interior, ao meu ser exterior e ao meu corpo, aos batimentos cardíacos e lágrimas que não controlo.
Existem coisas maravilhosas lá fora para eu me limitar a existir dentro de um corpo, eu podia ser vento que corpo não tem e poder controlar as ondas do mar e o destino das folhas que caiem. Se eu pudesse ser isso, se eu ao menos pudesse ser isso... Mas não, sou apenas esperança porque essa em mim parece que nunca acaba mesmo estando no fim da linha.

6 comentários:

  1. seria tão maravilhoso se pudessemos apenas ser o vento que nos passa por entre os dedos...



    (-sara :D )

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  2. E já não és porque? Não há mal nenhum em não conseguir controlar tudo... Eu não consigo.

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  3. Ainda bem então :)
    Acho que não cheguei a conhecer essa pessoa, acho ...

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  4. Também espero que sim mas se não conhecer não me importo. Gosto do que conheço :)

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