quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Interlude

Tinha sede, bebeu. Era noite, era escuro.
Movia-se lentamente pelo chão, com uma queda brutal, vazia de algo único.
Os olhos abriam e fechavam como qualquer pessoa acordada o faria, uns momentos tudo era preto, uns momentos tudo eram imagens.
Estes intervalos sem ver, não os queria.

Era dia, era claro, era cinzento claro.
Os olhos voltaram a abrir, estava longe da agua, movimentou o braço, só mais um pouco, só mais um pequeno gesto.

O dia por trás da janela, o dia lá fora.

O dia cá dentro.

Jantar, não havia.
Agua.

Deitar, debruçar, rebolar.

Acordar, já não era dia, já não era noite.
Já não abria os olhos ou fechava, já não havia gestos.
Apenas agua.

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