sábado, 24 de setembro de 2011

Day 2

O peso da vontade de levantar-me decai,
Perde cada vez mais o significado de ser
E revolta-se mais o de estar.
A lentidão e a escassa força invadem-me,
Separam-me do meu ser
Entregando-me a outro sem ver.
Perdendo a noção e mesmo a razão
Que sempre me despertaram outrora
E me fizeram lutar em vão.

Caminhar torna-se uma fadiga,
Uma lentidão infinita.
Nada renasce e nada se perde
Quando o caminhar desvanece.
O medo e a ânsia tomam o lugar de uma vida
Tornando-a tão perdida
Que poucos nestas alturas a vêm
E tão poucos a querem.

I miss the summer.



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sou capaz de senti-lo mas não o quero. Não quero as mãos suaves de outro, os olhares misteriosos ou palavras bonitas, quero ódio, quero ódio. Não consigo controlar a ansiedade pelo ódio, ódio. O poder que nos invade quando estamos enlouquecidos pelo ódio, aquela raiva que faz as nossas veias dilatarem. Não quero aquela insanidade momentânea, quero o rancor. Quero a insanidade mental, problemática e até fenomenal e não a insanidade momentânea que irá desaparecer, aquela que é ilusória, aquela que não nos deixa ver. Quero aquela nos deixa ver e mais que ver, ao ponto de não conseguires dormir e nem quereres viver, prefiro pensamentos assustadores que me consomem constantemente a pensamentos positivos que um dia acabariam por desaparecer. Desaparecem sempre.
Prefiro sofrer intensamente a longo prazo do que viver intensamente uma ilusão que acabará para outra começar, não a quero.
O pior é quando nos deixamos levar. Não acontecerá até não conseguir respirar, aí é porque a loucura é mais forte e não irei conseguir controlar.