quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Isolation.

A liberdade deixa de existir no primeiro momento em que se pensa na sua definição. No dicionário diz que liberdade significa:
1. Possibilidade de se fazer o que quer: liberdade de pensamentos; liberdade de movimentos.
2. Estado de não estar preso, fechado: sair em liberdade
Tomar a liberdade de fazer algo - decidir fazer algo.

Mas logo contradiz tudo ao usar exemplos de frases como:
"A justiça não existe onde não há liberdade."
L. Einaudi



Não posso dizer que esta frase esteja incorrecta, é apenas um ponto de vista em que a multidão concorda, mas isso não significa que esteja correcta.
Gosto de contornar as coisas, de as tornar mais reais, físicas, sentidas.
A definição tira-nos a liberdade de dar-mos a nossa própria definição de liberdade, a própria definição não é livre e a frase condiciona-nos apenas ao nosso espaço - liberdade estado de não estar preso, fechado - sinto-me presa no meu próprio espaço logo a liberdade sendo também possibilidade de fazer o que quero está me a condicionar, não devia, já que é a possibilidade de se fazer o que quiser. Ocupar o espaço do outro não deixa de ser liberdade, ocupar o espaço do outro não passa de eleuteromania, uma paixão exagerada pela liberdade, uma paixão tão grande capaz de ofuscar todo o espaço ao redor.
Apenas nos torna-mos mais egocêntricos e egoístas em questões de espaço, apenas em questão de espaço e liberdade.

Pensar que a minha liberdade está condicionada aos pensamentos dos outros, ao mover dos outros... Que está dependente de terceiros, não me sinto livre, sinto-me presa em isolamento, isolamento físico por não poder ultrapassar o meu espaço pois as pessoas são muito sensíveis para alguém poder lhes tocar no seu espaço nem que seja com um dedo mindinho. Isolamento de pensamentos por afectar mentes fechadas, que não vêem nada à sua frente a não ser a sua vida medíocre.

Não viverei em isolamento por ignorância de terceiros que condicionam a minha dita liberdade, a minha eleuteromania, que já mais existe.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

I lost control again.

This huge desire to jump,
To jump from a bridge.
It's like I always wanted to die.

It's like I always wanted to fly.

This huge desire to jump,
To jump in a front of a train.
Until all my blood drain,
All my blood rain.

This huge desire to open up my throat.

For seconds I couldn't control this huge,
This huge desire for see blood
Not mine but yours.
I couldn't control myself.
I couldn't care less about ourselves.

"Selfish bitch, she couldn't control herself."

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

all

Paro, não paro e não paro à bastante tempo. A minha necessidade de parar é enorme, mas, o tempo neste momento é escasso para poder parar.
Fazer o que melhor sei fazer, parar.
Parar no tempo, nos minutos e segundos, parar no meio das pequenas gotas que caiem, sentir cada fissura da pele, cada desgaste da mente.
Se não oiço é porque observo e absorvo.

It's like sit and do nothing, not be looking at the watch and not be looking for someone, just sitting alone looking at things. recording silence.
Then try to difine silence.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Day 3

Algo frio e escuro
Sem um fim pré-definido.
Algo que cai através de todos e fica ao dependuro
Nos detalhes do oprimido,
Nos detalhes do futuro,
Sem um fim pré-definido.

Como escorregar e em vez de levantar,
Gatinhar.

Não acho saída
Nem soube sequer se existiu uma entrada,
Não haverá recaída
Durante esta estrada.

Suspiro.