sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

White nights.



Os meus pés descalços, rodopiavam, avam, avam. O abrir dos olhos para um novo amanhã e seguir as estrelas, rodopiar. Podia estar bêbada, bêbada de riso, de diversão, de sujidade... Eu até podia ser ouro porque nos nossos sonhos podemos ser tudo e então os meus sonhos são a minha realidade.
Está frio e a rua é escura, mas algo não me deixa de parar, não existe silencio nestas ruas, vejo tanta cor nesta escuridão e fitas, serpentinas pelo ar, rodopiando.
Não me acordes para pesadelos desnecessários, deixa-me dormir no meu inconsciente, abusar do poder e da sedução, não me leves a pensar desnecessariamente. Suscita a minha curiosidade, não o meu medo, embraça as luzes que te rodeiam e o céu estrelado que nos cobre, não olhes só para o que está à tua frente mas para lá , do lá do que está à tua frente. Corre do nada, foge, foge nem que depois tenhas de procurar o caminho de volta por te teres perdido.
Não existe nada melhor do que estar perdido.

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