sexta-feira, 13 de julho de 2012

Por entre as paredes.

As paredes eram altas e brancas,
Fugiam na minha mente
Levavam-me até ficar demente.
Perdiam-me na curiosidade
De poder ver além,
De poder ver o que não existia
E o que eu podia ficar sem.

As paredes eram compridas e luminosas,
Podia-me infiltrar sem me verem,
Raspar as unhas sem lhes mexer.
Os outros passam sem as lerem.
Eu passo e o infinito eu encontro
No frio de um desencontro.


Das paredes sobram portas.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Espero pela tua morte, consigo ouvir o ponteiro dos segundos a passar e a passar e a passar. Estou apenas a matar tempo, segundos, minutos, horas, dias... Espero pela tua morte.
Um dia acabarei por me envenenar a mim própria, ao acaso, por engano. Devia ter envenenado outra pessoa, outro ser, não sei mas o meu prato foi o que me foi posto à frente, come o que está à tua frente.