terça-feira, 17 de dezembro de 2013

After the huge pain, after the glorious revolution and bloody days what's left is silence, rotten silence. Hours under the blankets, days under the covers. It's a month of no faces, no inspiration, no movement. A disconnected year - trapped, hidden. Gravity of trying and not achieving. Ache of every single shift.
Looking back to the mirror and not being there. The memories are gone.

domingo, 20 de outubro de 2013

A condição humana é um aperto no peito que nos faz delirar.
O constante temer de não poder parar.

Vazio que nos entranha a alma,
Que nos corroi e nos faz perder a calma.

O pensamento, uma artimanha
Um pesar que nos arranha.

A constante luta que nos faz arder.
A ilusão de prever o que poderíamos ser.



terça-feira, 15 de outubro de 2013

I used to crawl in your chest, 
Like an anxious being.
Now I no longer die in our nest.
You used to fill me with kindness,
Now I'm dying with your cruelness.
My eyes pour blood
To my cheeks, to my breast.
I drown myself in mud
Waiting for your blast.
My pain embodies up
Infuriates me fast,
I go nuts, I blow up.
Shedding sighs 
That are no longer heard...
My tears fill up my teacup,
My longing becomes absurd.
I am myself a burden.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Extension of life.


I don't know what are this forms,
They call it vision I call it storms.
And the buzz in my ears
Could be the sound of thousand fears.
I vomit words so you can hear
The blackness coming...
I can't really know, dear.

Inside the neals of my pain
There is an empty poison
Slipping through my veins.
Same day, reframing the voices
Can't escape from this sins.

Just another piece of flesh
Lost inside itself.
Sick of his own chains
Burning through.

The extension is messing
The extension is reneging.

domingo, 22 de setembro de 2013

O aperto infinito de quem nada agarra.

Sentada no escuro, onde não se ouve, o azul raspa-me a pele. O vazio que interrompe é branco que escorre no negro e quanto mais empurras... O branco enegrece. Escuro fica. É como um efeito borboleta, decai fundo. Branco - o azul entra, o negro interrompe, o branco fica.
Agarrar não é uma escolha quando tudo escorre - a procura, a chegada, a partida. O momento vem e passa. O sol volta amanhã, os teus olhos escorrem lágrimas e secam, o sorriso vai e vem. A resposta que quando é pouca amanhece felicidade que esgota.
A agonia do agora, do entrelace do espectro fisico com o mental como sombra que se arrasta até queimar, fumo que evapora.
Não me lembro de ter morrido, mas não me lembro de ter ficado. A cima de tudo, não me lembro de ter querido ficar.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Promiscuous

What remains is the broken glass.
No more pity for you my darling,
No more shame to bare.
The delicate line between us
Were chess pieces through the air.
Puzzles in your mind, particles in our veins.
What remains are wounds that never healed.
Stuck with the past to the throat,
I hope you have left for good,
I hope to never recieve a note
To remind me of how much useless you were.

domingo, 1 de setembro de 2013

A vast tunnel of deep blind pain. You walk through it as you were under water, touching dense invisible walls that never ends. Inside this tunnel you are blind, you do not see, to feel you have to cut open the dense walls of the tunnel and underwater you are so light and the moment you break the wall you became so heavy, drowning in your own sorrow. There is no air, you hardly breath. The cut's in the wall can make you breath for seconds but also drown you.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013


Numb.
The days slips through me                    
Burying me in shadows
Of horrible memories.

Numb, I live.
Little are the secrets that can awake
A poor soul that never gave.
Swallowed by an envious snake
Whispers made me her slave.

Numb, I still live.
With a heart full of tragedy
The flame flew away
Leaving a smile glad with agony.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Skin


Your skin is fire that burns with me.

The tissue where I want to press my fingers.

When I close my eyes I still feel,

The thin surface of your body is what make us both sinners.



I wish I could make you my own personal fur,

To rip out your skin and dress you like a cat, purr.



sexta-feira, 19 de julho de 2013

PAA

Misery from Émmana Brint on Vimeo.

This is my final project of my final year in High School - Escola Artística Soares dos Reis The theme was Fairy Tales. Write, Art producer and editor: Émmana Brint Teacher: Francisco Cruz Narrated by: Ana Kennerly Music By: Isac Rego, Emanuel Rocha and João Pedro I consider a fairy tale very illusional, with dreams that in reality do not happen. This story, that I created, is about a girl who different from others and ends up going mad. Tthis normally doesn't happen in fairy tales, but in real life it's very possible. I tried to insert that kinda of illusion, that exists in fairy tales, more in the narrative, using watercolor and doing it all by hand, helping me to create various transformations like there it was a dreams. When she started to go mad i created what happens when we close our eyes and we see all this little lights of yellows and reds. To the person who is watching being following her madness.

quarta-feira, 17 de julho de 2013


Shouts embraces my agony
Spreading it all over my veins.
Shouts embraces all my tragedy
With a pain I could not explain.

If the cut goes too deep,
Let it bleed
Let it bleed
Without weep.

The chains clously break,
Through so much time
I could feel the ache
Breaking through the sublime
Way of  die.
I met you in September,
And in July you were already gone.
I took a bottle of pills
You went to the hospital.

I love you
I love you
I love you

domingo, 14 de julho de 2013

"I wonder if you know yet that you’ll leave me. That you are a child playing with matches and I have a paper body. You will meet a girl with a softer voice and stronger arms and she will not have violent secrets or an affection for red wine or eyes that never stay dry. You will fall into her bed and I’ll go back to spending Friday nights with boys who never learn my last name. I have chased off every fool who has tried to sleep beside me. You think it’s romantic to fuck the girl who writes poems about you. You think I’ll understand your sadness because I live inside my own. But I will show up at your door at 2 am, wild-eyed and sleepless. and try and find some semblance of peace in your breastbone. and you will not let me in. You will tell me to go home."

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dear


De vez em quando voltas, matas o que te rodeia e ris-te, como se a alegria não chegasse ao fim. De vez em quando voltas e quando voltas matas. Todos riem enquanto lhes sugas a alma, vivo de almas, vivo das almas que me sugas.
Já raramente pões aqui os pés e quando pões, é para continuar a me manter neste coma. Nunca estás o tempo suficiente para eu poder apreciar as almas que sugas. Voltas cheia de ódio, como se fosses obrigada a estar, sem ti eu não vivo, imerso em coma.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Flowers commit suicide.

A razão em querer morrer já mal
existe, apenas impulsos que correm por mim. Se não tivesse duas mãos, a direita sem dúvida já me teria morto, a outra mão está lá para segurar esses impulsos que não são de mim mas sim de memórias inconformáveis que rasgam o peito com ardor, a respiração atravessa-me, parte-me em dóis e os olhos param cheios de dor.
A memória vem e vai, a mão agarra o pescoço, a outra tira-a.

Alívio. Alívio por a memória já não persistir, por a dor já não sentir e escorrego na mesa como se o pensamento novamente não existisse, nem um pequeno som na minha mente. Nada.
Vazio cerebral. Derreto pela mesa fora, agora está tudo bem porque estou longe e longe não sinto, não ouço, não vejo apenas ajo e ajo como é suposto agir. Não existo e sou feliz.

Lembro-me, torno-me presente, real durante dois segundos e a minha mão já segura uma faca novamente contra mim e grito até não conseguir mais.
Só penso que os vizinhos devem achar que se passa de algo muito errado no meu pequeno apartamento. Ás vezes com tanta gritaria entre mim e mim, tenho medo que algum apareça à porta. Não saberia o que dizer, o mais certo era não abrir.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Stilte

Eu vivo em silêncio,
Com a boca cheia de almofadas duras.
Não existe algum prenuncio,
Neste coração que arde,
Que consome tudo e se torna cobarde.

Vazio não existe
O vazio que existe é feito de entulhos
Caos que ecoa barulho.
Quando tanta coisa fulmina
O que acaba por sair parece vazio
A desconexão nunca termina.

Acabo por nunca dizer nada
Roendo a almofada
Onde tento dizer tanto,
Morro ensanguentada. 







domingo, 30 de junho de 2013

Junho and some works

A dor entra por um pensamento sem fundo.
Num piscar de olhos
O caos consome num segundo.
O vazio faz desaparecer sonhos,
Quem amámos acabam por ficar estranhos
Encurralados em entulhos de prisões
Arrancam-nos pedaços de carne sem emoções.


 



segunda-feira, 8 de abril de 2013

"I’m not sad, but the boys who are looking for sad girls always find me. I’m not a girl anymore and I’m not sad anymore. You want me to be a tragic backdrop so that you can appear to be illuminated, so that people can say ‘Wow, isn’t he so terribly brave to love a girl who is so obviously sad?’ You think I’ll be the dark sky so you can be the star? I’ll swallow you whole." 
- Warsan Shire

segunda-feira, 1 de abril de 2013

If you are lost and don't remember please see: Eternal sunshine of the spotless mind.

terça-feira, 19 de março de 2013


Eu não me lembro de me levantar, vestir e chegar a casa ao final do dia. Abro e fecho os olhos - o dia passou.
As cores vibram loucamente e rastos de sombras percorrem todo os espaço. Fecho os olhos, dois ou três dias acordo - noutra casa, feliz. Não me lembro de ter aqui chegado ou do que antes tinha acontecido, uma luz abre-se dentro, dor e grito, suspiro rápido e não me lembro de novo.
- Onde é que é a minha casa mesmo?
Fui comprar pão, voltei 3 horas depois. Não sei se é real ou se o tempo passou rápido, disseram-me que existia. Não sou mais eu na fotografia, apaguei-me da memória.
Aproveito todos os segundos em que não se existe - não sei das chaves de casa, nem qual destas roupas é a minha, penso que se calhar estou vestida ao contrário.
Acordo de um sonho duas vezes -  quando estou a dormir e quando estou acordada. Paro - duas horas a olhar para o vazio, sem movimento, o cigarro à muito que já se apagou e o café está para fechar.
Quando dou por mim, mudei a mobília do quarto, não sei quem o fez mas dizem-me que fui eu. Não me lembro de ter aprendido a cozinhar ou de realmente gostar de lavar a loiça - mas tive um bom jantar.
Alguém me comprou um novo bloco, lembro-me de tê-lo feito. Mas acima de tudo - Oh meu deus eu tenho mãos...

sexta-feira, 8 de março de 2013

Spiritual people can be some of the most violent people you will ever meet. Mostly, they are violent to themselves. They violently try to control their minds, their emotions, and their bodies. They become upset with themselves and beat themselves up for not rising up to the conditioned mind’s idea of what it believes enlightenment to be. No one ever became free through such violence. Why is it that so few people are truly free? Because they try to conform to ideas, concepts, and beliefs in their heads. They try to concentrate their way to heaven. But Freedom is about the natural state, the spontaneous and unselfconscious expression of beingness. If you want to find it, see that the very idea of a someone who is in control is a concept created by the mind. Take one step backward into the unknown.

Adyashanti 

sábado, 2 de março de 2013

Encontro com o lobo Ȣ


Eu não digo nada de nada, digo que te quero ouvir mas não te oiço - tu ouves todo o meu desespero infernal - ouves todos os dias - o quanto me apetece esventrar-me a mim própria e todo o amor platónico que eu e a morte partilhamos, o nosso amor platónico é mutuo. Tens ciúmes, então resolves agarrar-me o braço sempre que tens medo que eu caia - a vida precisa mais de ti do que a morte - mentes.
Um dia fui ver da tua condição, faz de ti manipuladora e esperes que eu confie em ti. És insana e escondes, negas a todo o teu ser que não existem berros dentro de ti quando estás ao pé de mim - eu ocupo todo o espaço, derramo petróleo no nosso quarto e cuspo sangue pela casa toda...
Peço-te que me rasgues - nunca me deixas pegar na lamina - os teus cortes são tão bonitos, alinhados e branquinhos, com a profundidade certa, tudo neles muito organizadinho. Os meus parece que alguém andou a tentar arrancar a pele insanamente com uma faca, uns vermelhos, outros brancos, bordô talvez... Desalinhados - obliquas em todas as direcções com profundidades diferentes. Rasgas-me com todo o amor que tens, fico a sangrar durante horas, mas tu estancas a ferida, és a minha enfermeira pessoal. Conseguimos ver as veias, eu peço-te sempre para me amares profundamente.
Comemos com um finalmente te vejo jantar praticamente todos os dias - para tu no fim dizeres que nunca me vês. Mentes. A tua condição cega-te, exaltas-te sem razão mas quem sou eu para falar, não faço mais nada sem ser berrar.
Saímos, escondes-te dentro do teu casaco porque não queres realmente ver as pessoas -  elas não gostam de ti, quanto mais de mim... Acabamos sempre em casa debaixo dos cobertores depois de me perguntares se quero ver um filme ao qual eu respondo sempre não. Peço-te para leres para mim, não gostas, não gostas de ler em voz alta para mim, se for em inglês nem aceitas - se eu soubesse espanhol pedia-te sempre. quero que me ensines francês mas tu finges que pouco sabes.
Eu berro, insanamente por todo o espaço, tu achas piada, sou capaz de ficar a berrar o dia todo só por ti.   Chegas a casa e eu não podia estar mais despida na pior posição de sempre, fodemos imenso, nunca fodi tanto na minha vida, com a minha quantidade de medicação e a depressão sempre no auge pouco resta para vontade sexual, mas tu lá a descobres - a tua pele arde na minha. Acordas de manhã e eu espero te de quatro na cozinha. Raramente fazemos amor - dizes tu. Como se foder não fosse amor. Parece que tens o diabo no corpo.
Toda a nossa vida sexual é maravilhosa devido também à tua condição, nisso a tua condição é das melhores, é tão boa que eu não acredito que não me traias. Tens que me trair, se não me trais eu espero que o faças, quero imenso que me traias, adoro passar pelos teus ex amores, todos eles belos e loirinhos com olhos azuis. A tua ideia de beleza não é a melhor. Para ti sou a mais gira de todas - até nisso mentes.
Arranjas desculpas para não me ver, não acredito que haja imprevistos - arranjas desculpas para não me ver. Reparo que dizes sempre 5 minutos quando vais demorar uma hora, não gosto de ti assim, mentes sempre em detalhes, em pequenas coisas e dizes que as pessoas ficam mais felizes iludidas, até nisso mentes. Não sou feliz iludida mas que tu me iludes, eu sei que iludes.
Amo-te, não. Eu odeio-te, odeio-te porque não existe amor em mim sem ódio, tu consegues deixar-me louca ao ponto de te chamar todos os dias para me beijares.
Digo que vou fugir, que vou planear a minha vida com outra pessoa - nesse momento dizes que já não te amo. Amo, amo-te sempre e quero-te trair da mesma maneira como também quero que me traias. Não chegamos a nenhum consenso e acabamos por ser fieis.
Somos sempre fieis.


sábado, 9 de fevereiro de 2013

Soma

I want details in my face, the details of pain and rush cold days from old memories. I don't want tears in your face, I want stretch marks from a present past that I never met and I never saw. I want blood covering your back, my back. I want to pain to come and not sadness, pain is hate and riot all over my head, your head.
I don't want to scream, I just want silence, cold bloody silence when flashes of hate spills your mind and opens your throat.
An open chest, an open chest next to mine without playing, I don't want to play, do not play, do not play with me. Just don't play, I don't like your false smile, your happy face crushing my open rage, I'm open to your rage.