segunda-feira, 8 de julho de 2013

Flowers commit suicide.

A razão em querer morrer já mal
existe, apenas impulsos que correm por mim. Se não tivesse duas mãos, a direita sem dúvida já me teria morto, a outra mão está lá para segurar esses impulsos que não são de mim mas sim de memórias inconformáveis que rasgam o peito com ardor, a respiração atravessa-me, parte-me em dóis e os olhos param cheios de dor.
A memória vem e vai, a mão agarra o pescoço, a outra tira-a.

Alívio. Alívio por a memória já não persistir, por a dor já não sentir e escorrego na mesa como se o pensamento novamente não existisse, nem um pequeno som na minha mente. Nada.
Vazio cerebral. Derreto pela mesa fora, agora está tudo bem porque estou longe e longe não sinto, não ouço, não vejo apenas ajo e ajo como é suposto agir. Não existo e sou feliz.

Lembro-me, torno-me presente, real durante dois segundos e a minha mão já segura uma faca novamente contra mim e grito até não conseguir mais.
Só penso que os vizinhos devem achar que se passa de algo muito errado no meu pequeno apartamento. Ás vezes com tanta gritaria entre mim e mim, tenho medo que algum apareça à porta. Não saberia o que dizer, o mais certo era não abrir.


Sem comentários:

Enviar um comentário