domingo, 22 de setembro de 2013

O aperto infinito de quem nada agarra.

Sentada no escuro, onde não se ouve, o azul raspa-me a pele. O vazio que interrompe é branco que escorre no negro e quanto mais empurras... O branco enegrece. Escuro fica. É como um efeito borboleta, decai fundo. Branco - o azul entra, o negro interrompe, o branco fica.
Agarrar não é uma escolha quando tudo escorre - a procura, a chegada, a partida. O momento vem e passa. O sol volta amanhã, os teus olhos escorrem lágrimas e secam, o sorriso vai e vem. A resposta que quando é pouca amanhece felicidade que esgota.
A agonia do agora, do entrelace do espectro fisico com o mental como sombra que se arrasta até queimar, fumo que evapora.
Não me lembro de ter morrido, mas não me lembro de ter ficado. A cima de tudo, não me lembro de ter querido ficar.

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