segunda-feira, 16 de março de 2015

Eu quero dizer, sim, estamos a afundar. Mas, a música é excecional.


As ondas balançam com o vento...
Ás vezes tão suavemente que parece um tormento.
Ás vezes tão violentamente
Que se retoma envolvente.

Atiramos pedras ao mar
Num acto de ódio.
Mas para as pedras foi uma oportunidade para voar,
Quando achas-te que tinha sido um assédio
O mar só se sentiu a abrasar.

Enterramos os pé na areia
Para o mar não nos levar.
Dás-me a mão como quem anseia
Por se aprisionar.

Erro meu ao achar que querias mergulhar,
Vejo-me no meio das ondas a afugar.
Observas de fora como quem tem medo de ir,
Não sei ao certo se é de ir ou de vir.

Estou sem ar 
Mas a música no meu coração
Começou a vibrar.
Todo este maremoto uma emoção.

Ás vezes molhas os pés,
Mas arrependes-te das tuas ações
E quando começo eu a ir embora
Corres tu pelo mar fora.

Ouço te a gritar:
Sim, entra... Eu quero dizer, sim, estamos a afundar.
Já dentro com o meu amor incondicional,
Digo: Mas, a música é execional.



Quando a vi

Foi a primeira vez que senti
Que o negro tem amor,
Que não é apenas dor...
É um mar de ternura
Em que um olhar te endura
As emoções violentas
E te causa ondas magneticas
Arrebentarem te com sensações sedentas.
Luzes frenéticas
Abalam com quais quer septicas
De que o amor é a história
De actos de euforia
De raparigas adolescentes
Com sadomasoquismos decadentes.

Quando a senti
Foi quando pressenti
Que seria o fim
De mim.
As mãos dela percorreram-me o corpo
Embalaram-me num sufoco
De ardor emocional.
Corto-lhe a pele para atingir
Um diferente patamar dimensional
Em que me faz cair.
Hm, em que nos faz cair.
Caiu-mos sem nos conseguirmos levantar,
No sangue de cada uma
O peito começa a berrar
Derramando a alma em bruma.

Quando foi para despedir
O vazio devastou-me.
Foi precisar de casa e não ter a quem pedir,
Foi atingir o acume e perder o lume.
Não saber a quem dar
Tudo o que restou em mim para amar.
Afogar em vinho
Todo o meu carinho.
Querer morrer
E não o fazer
Por ter medo de nunca mais a ver.
Escrever este poema
Como mais uma algema.
Amaçear o mundo
Com fogo
Numa tentativa falhada
De pedir socorro.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Há uma guerra
Derramando dentro de mim.
Sou vida que exaltada berra,
Sou morte negra que me quer retirar da terra.
Sou o espectador
Deste enorme amor.
Um dia sou rainha
Outro dia já só resta erva daninha.
De um extremo ao outro
Observo neutro
Esta luz que me invade,
Esfaqueia o escuro
E sente que cometeu uma atrocidade
Por ter abalado o muro
Que existe entre nós.
O negro em mim
Responde com vazio.
Vejo a vida a chegar ao fim...
Tudo em mim faz frio.
A luminosidade em mim torna-se vermelha,
Explode como uma puta fedelha
Que me corta a paz.
Arranca os pedaços frios de mim,
Enche-me de calor,
Arrebenta-me com dor
Com a desculpa de que é tudo amor.

Vem fazer de conta eu acredito em ti

Tropeço nas tuas mentiras
Enquanto desaperto as tiras
Que me ligam a ti.

Choras porque fugi,
Choras porque pensas que te agredi.

Sou a tua pétala
A quem roubas a vida
E prendes numa cela.
Enches-me de herbicida
Porque tens medo que o meu amor seja contagioso
E acima de tudo doloroso.

As lágrimas caiem sobre a tua frieza,
Não tenho a certeza se é tristeza…
Alguma coisa em mim se foi.

Não sei se é a tua presença que me abstrói
Ou se apenas dói.

Dói esta mutilação de emoção
Esta falta de coração
Se o meu sangue escorre é por ti
Não posso negar que pressenti
Tu a fugires de mim
Como Abel de Caiem.

Raspo a pele à lamina
Num gesto de pantomima
Desesperada por sentir
Que se eu desistir…

Tu vens me mentir.

segunda-feira, 2 de março de 2015

http://emmana.tumblr.com/post/112557456698/i-take-my-blade-to-make-sure-im-not-going-to

I take my blade
To make sure I’m not going to fade.
I land on my feet
When I bleed.
The monologue inside of me
Hurts the soul
I feel like a red sea.
I’m pouring my violent emotions
In constant motion.
Who looks at me isn’t sure if I’m a person or a wound
I’m a torment unsound
Ready to be found.
I shatter from inside out
I cry with all my doubts.
The hunger consumes my heart
It turns inside like a fist into a wall
I stare blankly into the floor below
And pray to not fall.