segunda-feira, 16 de março de 2015

Eu quero dizer, sim, estamos a afundar. Mas, a música é excecional.


As ondas balançam com o vento...
Ás vezes tão suavemente que parece um tormento.
Ás vezes tão violentamente
Que se retoma envolvente.

Atiramos pedras ao mar
Num acto de ódio.
Mas para as pedras foi uma oportunidade para voar,
Quando achas-te que tinha sido um assédio
O mar só se sentiu a abrasar.

Enterramos os pé na areia
Para o mar não nos levar.
Dás-me a mão como quem anseia
Por se aprisionar.

Erro meu ao achar que querias mergulhar,
Vejo-me no meio das ondas a afugar.
Observas de fora como quem tem medo de ir,
Não sei ao certo se é de ir ou de vir.

Estou sem ar 
Mas a música no meu coração
Começou a vibrar.
Todo este maremoto uma emoção.

Ás vezes molhas os pés,
Mas arrependes-te das tuas ações
E quando começo eu a ir embora
Corres tu pelo mar fora.

Ouço te a gritar:
Sim, entra... Eu quero dizer, sim, estamos a afundar.
Já dentro com o meu amor incondicional,
Digo: Mas, a música é execional.


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