sexta-feira, 3 de abril de 2015

Eu encontro-me sozinha, por vezes no escuro e muitas vezes na luz. Sou quem espera, sou a pessoa que fica a olhar para o telefone, a ver as horas a passar. Ninguém se lembra na gritaria toda do dia a dia que o minuto escorregou, vomitou, entropeceu-se e nunca mais voltou. O correr para lado nenhum do dia a dia. A fábula da correria.
Sou aquele que ninguém gostou, o que não tem para onde correr, por vezes por ninguém o querer, outras por não haver o que fazer.
O que queimou rápido, incendiou e nunca mais apagou.
O cuspe cheio de catarro de alguém que já amou, onde as entranhas abominam o amor e a ferida que corroi já à muito se apagou.

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