terça-feira, 21 de abril de 2015

Sarar ◉

Acordo contigo ainda a sufocar
O meu subconsciente.
De sonhar a esboçar
A tua pele ardente.

A torrada entranhada no dente,
A tua cara na minha mente.
Que nojo de vida
Quando me sinto uma amada perdida
Louca para te encontrar
E te rasgar toda essa máscara
Caralho, sára!

A água limpa-me o corpo
Mas nada, sára!

O azulejo frio
É como o teu peito
Duro e ordinário.

Saiu numa tentativa de te ver
Mas acabo a beber.
Mais um litro
E dou-te um tiro
Bem no meio desse vazio...
É desta que piro
Meu amor é doentio.

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