terça-feira, 28 de julho de 2015

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As serpentes escorregaram das raízes e as peles foram arrancadas das carnes... As luzes feitas de facas afiadas espedaçavam-me o peito, triste peito que não se ouve no barulho, na multidão apenas a três segundos do chão, pronto a cair, pronto a escorregar, pronto a ser segurado a milésimas de ser espedaçado.

No silêncio ouve-se o cristal todo a ser quebrado, o brilho a  ser emanado, mas quem vê de perto sabe bem o que é só querer descançar e o chão ser demasiado pequeno para o sangue que está dentro poder todo derramar.

Volta, volta, volta ao interior.
Volta, volta, volta ao interior.

A dor nunca é a minha mas fingimos que transfiro o que é meu para o outro ou o que é teu para mim, fazemos de conta que não sinto nada e se calhar não sinto mesmo. Afinal de contas já perdi a linha do que é teu ou o do que é meu.

E gritam me se prefiro a faca à pena, a suavidade ou a morte... Meu amor, ambas me destroiem, ambas me corroem.

Seda ou lamina a linha é muito ténue, hoje só o vermelho, sangue ou vinho e mais um pouco do teu carinho.

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