terça-feira, 19 de julho de 2016

Lobo Mau

Um poço logo no osso, inflexivél sair, correr, as letras somem o monstro aparece. Nó no rosto, alma desencontrada no espio de eleição a Deus.
Queria te ter visto nua, sem cabelos a tapar-te as trombas. Eu queria te ter visto sem as amarras do passado, sem as lembraças aguçadas na memória. Queria ver os teus olhos de lobo que choram que nem um corcodilo a embaranhar-se na gazela. O amor é forte, a destruição maior, deste me o que escrever para uma vida inteira, para me iludir e para me enganar, manipular-me, inventar-me. Os dias são passados no mundo da fantasia, agarrada ao cordão umbilicar, tive tantas mães numa só vida.
Pai só Deus no céu.
Lambo, arrasto e guio. Ilumino o caminho. Os anos passam mas continuo aqui, as palavras de morte deixaram de me induzir em erro. Sei exactamente o que quero e estes otários já não levam a melhor. Tenho visão de águia, tu visão de abutre, meu caro daqui não levas carcaças. Amor não construído, cai que nem um dóminó.
Palavras vazias não nos preenchem e quando fores a ver, o numero mudou, o segredo continua aqui. Eu sei que pensas e pensas que dói. Deste me o que escrever para uma vida inteira. Agora agarro-me ao amor verdadeiro porque miseria não dá de comer, apenas dá o que remoer.
Subo numa escada infinita e lá vou eu. Subindo cada degrau arrastando os mortos do caixão. Não quero saber se custa, não quero saber se dói. A miséria é para deitar cá para fora. Não jorro mais sangue em vão, limpo com amor, limpo com música, limpo com tinta, limpo-me enquanto vou sujando um pouco mais do mundo. 
Ser humano fodido que apenas dentro de um corpo não cabe.
Dizem que quanto mais alto se sobe mais alta é a queda. E que caía mas que caía e caía. Isto cai tantas vezes que o meu riso sádico transformam-se em flores, são flores do mal, são flores que intoxicam quem me deseja mal. Pois o meu cheiro é de morte e os condenados sabem, quem morre uma vez, morre várias e cada vez se luta mais por um ideal impossivel.
Mente útópica de merda.
A roda da vida rola, com uma carcassa as costas, ouve os lamentos. Dispensa as discordias. Subimos de uma vez porque sou rei na minha vida. Somos todos reis de alguém se fores o teu, melhor estás. Não calques ovelhas pelo caminho e esfaqueia todo o lobo que encontrares, porque a morte 
é o que me faz andar; uns fogem dela, eu escolho abençoá-la. Agarrá-la e vê-la bem de perto, ter a certeza que não me vejo nela.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

IX

Sad lonely
Disgusting sad lonely.
Living in the attic.
Harry potter lives down the stairs.
Yet I can't reach him.
I can't reach magic world,
Fantasy land.
I'm awake 24/7.
Fucking Narnia space out
Interstaller.

How are you?
First-rate solid(solitude).
Want to hang out?
No, I'm in a sad lonely mood
Disgusting sadness of isolation
Don't bother me.
I don't want to be called.




The Star

I was never a dark water,
My chest was never heavy it was just light as stars,
Just like a volcano burning bright.
I am a planetary night.
Where the stars go out to spill the water red.
I'm red because it burns
To make sure I don't lay dead.

Full of secrets and full of stars,
Two cups on the hands
Purify so it never dies.
Burn so it never dies.


















Lie so it never fly,

sábado, 16 de julho de 2016

Poem time

I don’t like what the moon is supposed to do. 
Confuse me, ovulate me, 

spoon-feed me longing. A kind of ancient 
date-rape drug. So I’ll howl at you, moon, 

I’m angry. I’ll take back the night. Using me to 
swoon at your questionable light, 

you had me chasing you, 
the world’s worst lover, over and over 

hoping for a mirror, a whisper, insight. 
But you disappear for nights on end 

with all my erotic mysteries 
and my entire unconscious mind. 

How long do I try to get water from a stone? 
It’s like having a bad boyfriend in a good band. 

Better off alone. I’m going to write hard 
and fast into you, moon, face-fucking. 

Something you wouldn’t understand. 
You with no swampy sexual 

promise but what we glue onto you. 
That’s not real. You have no begging 

cunt. No panties ripped off and the crotch 
sucked. No lacerating spasms 

sending electrical sparks through the toes. 
Stars have those. 

What do you have? You’re a tool, moon. 
Now, noon. There’s a hero. 

The obvious sun, no bullshit, the enemy 
of poets and lovers, sleepers and creatures. 

But my lovers have never been able to read 
my mind. I’ve had to learn to be direct. 

It’s hard to learn that, hard to do. 
The sun is worth ten of you. 

You don’t hold a candle 
to that complexity, that solid craze. 

Like an animal carcass on the road at night, 
picked at by crows, 

taunting walkers and drivers. Your face 
regularly sliced up by the moving 

frames of car windows. Your light is drawn, 
quartered, your dreams are stolen. 

You change shape and turn away, 
letting night solve all night’s problems alone.