domingo, 29 de janeiro de 2017

Cartas.

Respiro. Expulso todo o dioxido de carbono dos pulmões que ardem de fumar, das costelas que sustêm todo este ar. Ver-te é rever-me de novo entrelaçada em linhas infinitas de amor caloroso, fecho e abro os olhos e tu estás aí sempre para mim, na tua pele sedenta por me agarrar. Acordo lentamente de manhã, todos os dias para ver um céu azul,um sol brilhante, num estranho nevoeiro de amor. Preferia que todos os dias fossem contigo, mas tu tens que ir e quando vais... Espero-te de novo, no nevoeiro do nosso amor. Limpas-me as lágrimas, sacodes-me o cabelo, vestes-me. Acreditas que cada passo que dou é valioso, como se fosse de novo uma criança a aprender a andar. O teu cabelo cheira a campos de amoras, os teus olhos cintilam que nem esmeraldas. 
Se eu acordo, tu acordas, se tu comes, eu como, se eu cuspo, tu cospes.  Conduzimo-nos no nevoeiro da vida. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Not much to say lately

I feel hollow
Ready to swallow
All the words as swords.

Big vision is a long last illusion.